Meditações – Marcus Aurelius (Marco Aurélio)

Império romano antigo

Marco Aurélio (121-180 DC) foi um homem único no seu tempo: filósofo e imperador.

O livro foi escrito pelos anos 180, provavelmente por outra pessoa. É interessante o fato de que a obra não foi escrita para outras pessoas, mas para ele mesmo, como reflexões. Mais tarde, o título viria a ser “Meditações”, nome atual.

Muito além da filosofia, o livro é uma aula sobre história. Principalmente sobre mitologia grega. Citações incluem, por exemplo, as moiras (Cloto, Láquesis e Átropos), numa analogia linda sobre a vida, com cada uma das irmãs responsáveis por uma parte do fio da vida (início, meio e fim).

O livro possui diversos capítulos, com pensamentos alternando entre um parágrafo até algumas páginas. Os temas são: a vida feliz, aceitar a morte, não esquecer do “hoje” e da natureza, prezar pela paz e tranquilidade, questionar a fama e atos heróicos (vaidade?).

Sobre a vaidade: “[...]E para concluir esta reflexão: o que seria até mesmo uma memória eterna? Mera vaidade, nada”.

Sobre o excesso de ocupação: “'Ocupe-se de poucas coisas', aconselha o filósofo, 'se quiser viver tranquilo'”.

E finalmente, uma frase que cai bem nos dias de hoje, sobre olhar para a vida dos outros: “[...] não desvie seu olhar para as depravações morais daqueles que o cercam, mas foca todo o seu ser em seguir adiante, pela via reta”.

#3 Nome: Meditações (Meditations) Autor: Marcus Aurelius Ano de lançamento: 170 – 180